| Fluxo pela Fresta |
| Escrito por Luciana Bollina | |||
| Seg, 15 de Agosto de 2011 02:02 | |||
Um poço de néctar
Mergulhando vastamente na sombra gelatinosa do incerto
Febre de futuro cheirando a brownie
Cálice de líquido quente e poderoso de afeto
Cura do deus e miséria do protozoário
Onda havaiana azul celeste e violenta
Rios e litros e poços e mares e ventos e areias movediças
Abismos fundos com o céu rasgando raso e brando
Poder da pele de querer rasgar querer sair sugar
Ser o puro novo velho agora sempre
Ser o máximo mínimo vasto e ponto no nada
Não ser
Acordar dormir cheirar comer orar gozar crescer
Normal
Corpo de luz de computador tela de mentira teto de borracha
Fresta de luz que separa mundos escolhas poesia da liberdade
Escolha
Enigmas que decifram a alma e nunca serão decifrados
Vontade de ser eterno sempre tudo ponto pronto
Fresta de luz que fala cantando e dança no peito
Fresta que passa do ponto
Claustrofóbica paz de saber segundos lapsos espasmos zero infinito
Fresta que sai do comum louco poeta música arte vida liberdade genuína
Orar crescer
Passar cansar
Sugar olhar ver
Amar amar
O mar
Ar
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