
Há muitos anos eu dividi um táxi no Rio de Janeiro, do Santos Dumont até a Globo, com uma jovem simpática, exuberante, que depois fui descobrir tinha visto no musical A Chorus Line.
Desde então ficamos amigos e ela nunca me decepcionou, mesmo se tornando a maior estrela de musicais do Brasil, gênero que sempre a apaixonou.
Claro que com o tempo, o Brasil inteiro se encantou com aquela talentosa mulher, um monumento de beleza , chamada Claudia Raia.
Uma pessoa absolutamente determinada, dedicada, que trabalha o corpo para mantê-lo em forma. Na peça logo de cara diz que tem quarenta anos, uma idade difícil para uma dançarina.
Neste novo espetáculo em cartaz Perna para o Ar (por poucos dias) no esplêndido Teatro Bradesco (no Shopping Bourbon) demonstra um nova faceta, uma bela voz, que ela foi aperfeiçoando e que agora brilha, em particular num solo a cappella (ou seja, sem acompanhamento, na canção Speak Low de Kurt Weill).
Já disse que não sou crítico de teatro, falo de quem e do que gosto. Este show de Claudia, é um projeto muito pessoal, bancado por ela própria, sem lei, até porque este ano tem sido difícil captar qualquer coisa, que de certa forma lembra o programa Não Fuja da Raia.
Ou seja, conta uma história pontilhada de canções famosas, em geral de musicais de Bob Fosse que ganharam traduções, letras adaptadas para a narrativa atual.
No caso, uma mulher que é visitada pelo diabo que a leva numa jornada contra sua vontade (as pernas ganham vida própria). O que faz todo mundo dançar e cantar.
O diferencial é que a produção é extremamente cuidada e bonita, com o que há de mais moderno em animação e projeção (sobre o cenário branco) e o elenco é todo excelente.
Destaco aqueles que eu conheço melhor, como é o caso do Tomura (que fez Miss Saigon recentemente) e o Jarbas Homem de Mello, que estrelou Querido Mundo, que eu dirigi, por isso sei bem como ele é talentoso.
Ainda assim me surpreendeu dançando muito bem, coreografias difíceis como o Steam Heat de Bob Fosse. Também as mulheres (não tinha programa e perdoe, mas não sei os nomes), em particular a que faz a enfermeira e depois volta como uma das três Nossas Senhoras.
Não há outra pretensão além de divertir, fazer passar agradável hora e meia.
Com ótimas canções, excelente elenco, belo visual, situações divertidas e uma estrela como existem poucas aqui e mesmo lá fora, a carismática e querida Claudia Raia.
Meu comentário:
Luciana Bollina disse:
05/12/2009 às 03:30
Olá Rubens!
Que bom que você gostou da peça! Eu faço o musical e sou a atriz que faz a secretária e a querida Nossa Senhora de Fátima!(rs rs rs) Fiquei muito feliz com seu comentário!
O Teatro Musical é difícil de se fazer, pois tem um certo distanciamento, se é que posso chamar assim, por se tratar de um mundo paralelo que envolve o canto e a performance corporal do ator. A cena é mais estruturada fisicamente e vocalmente, sendo difícil estar em cena acreditando piamente naquele personagem. Fico feliz por estarmos conseguindo uma resposta positiva do público com tão pouco tempo em cartaz. Os ensaios foram intensos e pelo jeito valeram a pena.Também acho que a Claudia se superou neste trabalho!
Já andei “xeretando” seu blog e virei leitora!
Só quis deixar meu comentário para expressar minha felicidade e agradecer.
Um abraço!
Luciana Bollina


